Battambang é uma das cidades que mais gostei de visitar no Camboja.
Principalmente por dois motivos: pelas várias aldeias aldeias que orbitam a cidade que se podem conhecer com uma pequena vespa e um guia local e depois pelo Bamboo Train.
Os bamboo train são plataformas, tipo estrados de ripas de madeira (já não são de bambu) com dois metros por três, montadas em dois pequenos rodados de comboio adaptados de material abandonado que correm nuns carris com cerca de um metro de bitola. Um pequeno motor a dois tempos dá-lhes a pouca potência que precisam para funcionar.
Em Khmer o seu nome é "norry". Têm origem na década de 10 ou 20 do século XX. Fazia a ligação com a Tailândia. Agora é utilizado por locais para ligar as vilas e levar e trazer todo o tipo de produtos e mantimentos
Nuti, era o sorridente "maquinista" do meu bamboo train.
No fim da linha, pouco depois de uma pequena ponte, paramos um pouco antes de regressar. Nuti faz sinal que vai mergulhar de lá para a água que corre placidamente por debaixo dela. Convida-me a fazer o mesmo. A água está barrenta, cheia de sedimentos. Salpicada pela chuva, que tinha diminuído nesta altura, que cai. Ir ou não ir à água seria indiferente porque estou encharcado de uma ponta à outra. O Camboja vive nesta altura os últimos dias das monções.
O que me impediu de acompanhar Nuti foi pensar que o meu sistema imunitário poderia não estar à altura para tomar banho nas águas que alimentam os arrozais.
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