O Templo do Céu, em Pequim, é um dos meus sítios favoritos da capital chinesa.
Como tudo o que é oriental, já tem uns largos séculos em cima. Foi erigido durante os anos 1406 a 1420.
a pedido do Imperador Yongle, da Dinastia Ming. O mesmo imperador que construiu a Cidade Proibida.
De natureza taoista, este templo é profundamente simbólico e um lugar onde espiritualmente a terra e o céu se relacionam.
É um lugar de cheio de paz e tranquilidade com uns jardins enormes onde os ciprestes reinam.
Nele é possível ver pessoas a jogarem cartas, praticarem tai chi, tocarem música, dança e a fascinante arte da caligrafia.
Foi nestes jardins que encontrei esta menina. O seu cabelo, de um negro reluzente, e a profundidade dos seus olhos rasgados e negros cativaram-me de imediato.
Estava sozinha, sentada num banco, próximo de uma fonte de água. Olhei à volta dela para ver se encontrava os pais para saber se permitiam que a fotografasse. Como não os encontrei, a sorrir, ajoelhei-me lentamente à frente dela e levantei a câmara. Não disse nada, não se mexeu, mal pestanejou. Sempre impávida.
Paro quando tenho quatro ou cinco imagens. Levanto-me e sacudo o pó que se agarrou aos meus joelhos. Agradeço-lhe fazendo uma pequena vénia com a cabeça. Dou uns passos para trás para olhar para ela mais um pouco. Rodo os calcanhares para a frente e prossigo em direcção ao templo.
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