Foi à entrada de um parque nacional na Mongólia, na orla do deserto Gobi, que estava esta pequenita acompanhada pela sua mãe. Vendiam pequenas recordações.
Chapéus (como o da imagem), algumas pinturas, estatuetas de madeiras feitas à mão, e os vulgares pins, imanes e porta chaves.
Tenho um especial fascínio por estatuetas de madeira, portanto a decisão do que levar estava tomada, faltava apenas escolher qual levar. Uma estatueta de uma pika toscamente talhada. Os golpes na madeira eram bem visíveis. A pika é um adorável pequeno roedor fácil de encontrar um pouco por toda Ásia. Ao longo da caminhada tinha sido frequente encontrar as suas tocas diligentemente escavadas na terra.
A mãe autoriza-me que lhe tire uma fotografia mas era a pequenita que tinha em mente. Faço sinal se posso fotografar a filhota e acena que sim.
A pequenita, para além da sua natural inocência, tem tudo o que torna um rosto mongol tão atractivo: olhos rasgados, rosto redondo e as suas maçãs bem vermelhuscas.
Tirada em 2008, este talvez tenha sido o meu primeiro retrato que verdadeiramente gostei.

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