Next Stop - Dinamarca

Em 2013 estive pela primeira vez numa área da Europa que permanecia totalmente desconhecida mas que, paradoxalmente, me atraía particularmente: os países nórdicos, o Grande Norte.
Tinha, tenho, como objectivo conhecer as suas capitais. Oslo, na Noruega, foi a primeira capital escolhida, se bem que o meu raio de acção neste país tenha ido para além desta cidade.
Passei cerca de duas semanas na Noruega. Quanto a Oslo, considerei-a uma cidade que não tem pressa de se dar a conhecer: introspectiva, culta e moderna.

Treze anos depois, parto, um pouco mais a sul, para a segunda capital nórdica: a dinamarquesa Copenhaga.
Vou com menos dias disponíveis do que na Noruega, portanto fico-me por esta cidade.
O que espero dela? Ser cara, calma e pacata, visitar-se a pé, com o seu centro mais compacto.
Imagino-a como uma Oslo mais pequena, tal como a famosa sereia dinamarquesa, inaugurada em 1913 por iniciativa de Carl Jacobsen, filho do fundador da Carlsberg. Muitas cidades devem os seus símbolos a reis e poetas; Copenhaga deve o seu a um cervejeiro. E ainda um possível recuo até 1847, data da fundação da marca, na Home of Carlsberg e, espero, com direito a várias provas da cerveja da "casa".
Numa cidade que tem os pés dentro do mar, visitar Inderhavnen, o porto em plena cidade, parece algo a não perder.

Em finais de Outubro, num país nórdico onde os dias se tornam mais curtos e as temperaturas mais baixas, não abraçar plenamente o hygge soa quase criminoso.
Temperaturas máximas que rondam pouco mais de uma dezena de graus Celsius, e mínimas que não chegam à dezena.
Altura de eleição para o hygge, a célebre palavra dinamarquesa que um best-seller de 2016 ajudou a levar ao mundo. Altura de entrar nos bares, cafés e restaurantes acolhedores, de luz suave e velas, e pedir chocolate quente e, talvez já, gløgg (vinho quente com especiarias, amêndoas e passas).
Se o dia útil encurta lá fora, prolonga-se cá dentro.






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