Ruanda - momentos à solta

Na descida do Parque Nacional dos Vulcões, finda a minha hora de observação do grupo Bwenge, fiz o mesmo percurso que na subida.
De novo cruzei-me com crianças e de novo elas disseram-me adeus. 
Algumas carregavam os típicos bidões plásticos de cor amarela utilizados para transportar água.


Continuando a descer dei de caras, com esta cabra. Muito cool, boa onda, muito "peace and love" e é muito provavelmente a cabra mais popular do rebanho.
Barbicha bem aparada, corte de cabelo moderno e simétrico.
Certamente apreciadora de hip-hop, de arte moderna e new wave. Tem aspecto de quem aprecia uma boa noite de copos e uns charrozitos na companhia dos amigos.
Estive uns bons cinco minutos à volta dela a fotografá-la e não mexeu um músculo. Na boa, tá-se bem.


Um pouco mais acima, antes de encontrar a cabra cool, tinha passado pela Dona Natalya. 
Uma senhora que tinha uma braçada de roupa nas mãos e que também me disse adeus quando passei por ela, mas quando me aproximei e meti conversa de circunstância ficou de imediato envergonhada.
Com dificuldade, deixou-me tirar uma fotografia. Primeiro ajeitou o casaco e o lenço. Posou bem direita e deu-me um sorriso oficial, quase de estado. 
Quando lhe mostrei a fotografia no visor da máquina, gostou tanto que chamou o resto da família.



Já em Muzanse (Ruhengeri), encontro Joseph, um boda boda driver de sorriso meio escondido, à espera da sua cliente que iria levar ao mercado central de Muzanse. 
Os boda boda, pequenas motas cujos condutores podem ser ou não licenciados, são muito comuns no Ruanda e Uganda. 
São uma das melhores maneiras de viajar dentro das cidades.


O mercado de Muzanse para onde Joseph levaria a sua passageira é igual a todos os outros. Uma sinfonia desordenada de cores, vozes e aromas.
Mulheres de vestes coloridas com cestas de fruta à cabeça, tapetes debaixo do braço e sacos na mão. 
Conversas cruzadas, putos correndo e um outro cão passando de um lado para o outro.
Bancadas de fruta, bancadas de artesanato, carne, vegetais e algo que sempre considerei divertido encontrar nestes mercados: costureiras.


Para fechar estes "momentos à solta" do Ruanda, o meu documento mais precioso que eu tenho da viagem. 
O certificado de trekking com os gorilas da montanha do Ruanda, passado pelo Felix, declarando a minha experiência com o grupo Bwenge.







Comentários