É muito difícil fotografar mulheres em países muçulmanos, pelo menos para um homem.
Há um desconforto evidente, mesmo só no pedido. Tento a minha sorte quando as mulheres não estão acompanhadas por um homem, não estão rodeadas por muitas pessoas e preferivelmente estão num lugar recatado. Com esta jovem não foi nada disso que aconteceu.
Isfahan é uma das cidades mais bonitas do Irão — moderna e tradicional, cosmopolita e jovem. No seu centro ergue-se a Meidan Emam, uma das maiores praças do mundo, com cerca 560 metros de comprimento e 160 metros de largura.
Isfahan é uma das cidades mais bonitas do Irão — moderna e tradicional, cosmopolita e jovem. No seu centro ergue-se a Meidan Emam, uma das maiores praças do mundo, com cerca 560 metros de comprimento e 160 metros de largura.
Em todo o seu perímetro, edifícios icónicos: a Mesquita Sheikh Lotfallah, o pavilhão Ali Kapu, o pórtico Qeyssariyeh e a Mesquita do Imame.
Imensa gente atravessa e usufrui desta praça para se sentar, ler, comer um gelado, comprar qualquer coisa ou praticar o desporto favorito dos iranianos: o picnic.
Foi num dos acessos a esta praça que esta jovem, surpreendemente, se deixou fotografar sem dificuldades nem objecções.
Vi-a a passar por mim. Em segundos ganhei coragem, recuei meia dúzia de metros e fiz-lhe o pedido.
Foi num dos acessos a esta praça que esta jovem, surpreendemente, se deixou fotografar sem dificuldades nem objecções.
Vi-a a passar por mim. Em segundos ganhei coragem, recuei meia dúzia de metros e fiz-lhe o pedido.
O seu rosto transpira tranquilidade, confiança e determinação.
Num gesto a duas mãos fez descair quase totalmente o shawl e prontificou-se para a fotografia.

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