Digo frequentemente que começarei a viajar pela Europa mais a sério quando chegar a reforma.
Quando a paciência e o corpo para fazer voos de longo curso escassearem, quando o dormir mal em aeroportos se tornar cada vez mais difícil de suportar e, finalmente, quando o comer de rua, a diarreia do viajante e os hotéis de duas estrelas forem algo que já não pretendo, de todo, enfrentar. Até lá, viajo para onde quer que seja.
Recentemente, dei de caras com um patch que proclama "Adventure Before Dementia".
Recentemente, dei de caras com um patch que proclama "Adventure Before Dementia".
Identifiquei-me de imediato com ele e já tenho um para ser colocado numa das minhas mochilas de viagem.
Vim a descobrir que este "grito", de autor desconhecido, terá surgido entre uma comunidade de viajantes seniores cujo objetivo era aproveitar o mundo antes que a demência se tornasse uma inevitabilidade; antes que todos os ossos se queixem e comecem a preferir um sofá a um assento de avião, de autocarro ou de comboio, e uma ida à casa de banho se torne a nossa maior aventura.
Há uma expressão do poeta romano Horácio que todos nós gostamos de citar: Carpe Diem.
Vim a descobrir que este "grito", de autor desconhecido, terá surgido entre uma comunidade de viajantes seniores cujo objetivo era aproveitar o mundo antes que a demência se tornasse uma inevitabilidade; antes que todos os ossos se queixem e comecem a preferir um sofá a um assento de avião, de autocarro ou de comboio, e uma ida à casa de banho se torne a nossa maior aventura.
Há uma expressão do poeta romano Horácio que todos nós gostamos de citar: Carpe Diem.
A expressão incita-nos a aproveitar o momento, a oportunidade. Pessoalmente, prefiro citar um excerto maior do poema Odes I, onde encontramos a famosa locução. Ela dá o contexto para o Carpe Diem, conferindo-lhe um caráter de urgência, de pressa e de efemeridade, lembrando que o momento seguinte, o amanhã e o depois, são incertos e pouco confiáveis:
"...dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem, quam minimum credula postero"
A tradução será algo como:
"...dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem, quam minimum credula postero"
A tradução será algo como:
"enquanto falamos, o tempo invejoso foge: colhe o dia, confiando o mínimo possível no amanhã."
Milhares de anos depois, algures num recanto do planeta, um conjunto de irrequietos seniores vai ao encontro de Horácio e reformula-o. Tirando-o do mundo abstracto e poético para o concreto e real
Milhares de anos depois, algures num recanto do planeta, um conjunto de irrequietos seniores vai ao encontro de Horácio e reformula-o. Tirando-o do mundo abstracto e poético para o concreto e real
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